Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019
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16 de abril de 2014
Defurv conclui inquérito sobre a morte do empresário Erlon
Postado por Lenix Barbosa

 

A delegada titular da Defurv (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos), Dr.ª Maria de Lourdes Cano, concluiu esta semana, o inquérito policial que apurou a morte do empresário Erlon Peterson Pereira Bernal, 32 anos e o roubo do veículo dele. O resultado das investigações foram divulgados nesta terça-feira (15), durante uma entrevista coletiva realizada na DGPC (Delegacia Geral da Polícia Civil) de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande (MS).

Novas provas, como uma cadeira suja de sangue, o relógio e o celular do empresário, a arma utilizada no crime, um rastelo e uma enxada, foram apresentados à imprensa pela delegada, que contou em ordem cronológica, como aconteceu o crime, com base nos depoimentos dos acusados e das testemunhas.

Cronologia do crime

De acordo com Dr.ª Maria de Lourdes o empresário saiu de casa no início da tarde do dia 1º de abril, para mostrar o veículo a um suposto comprador, o Thiago Henrique Ribeiro, 21 anos, que tomou conhecimento da venda através de um site de compras na internet. 

O ponto de encontro entre a vítima e Thiago foi a rotatória da avenida Interlagos, na saída para São Paulo. De lá o acusado, com a justificativa de mostrar o carro a uma tia, levou o empresário para o bairro São Jorge da Lagoa, onde estavam Rafael Diogo, 23 anos e uma adolescente de 17 anos.

Dizendo que havia recebido uma herança e que iria comprar o carro, à vista, a adolescente convenceu Erlon a entrar no quintal da casa, onde do lado de fora sentou-se em uma cadeira, para aguardar Rafael e a menor irem buscar o dinheiro. Thiago entrou na casa pegou um revólver e foi até o empresário e efetuou um disparo fatal, que atingiu a cabeça da vítima.

“Neste momento Erlon projetou a cabeça para trás e em seguida caiu. Ele foi arrastado até a fossa séptica, que já estava com a tampa aberta e lá jogado, por Rafael e Thiago. A adolescente limpou o sangue da cadeira com roupas, que foram colocadas em um puff, jogado sobre o corpo do empresário, juntamente com entulhos que existiam no quintal e em seguida a fossa tampada”, explica a delegada.

Elucidação

Segundo Dr.ª Maria de Lourdes, com a prisão de Thiago, que friamente compareceu na Defurv, inclusive questionando de forma irônica sobre as investigações da morte do empresário, buscas foram realizadas na casa onde a adolescente morava. “Quando lá chegamos ela estava com o Rafael e ao questionarmos sobre o mau cheiro no local, esta menor nos disse que era de um cachorro que morreu e foi jogado na fossa”, relata.

Diante das provas que estavam evidentes no local, a adolescente e Rafael acabaram apontando o local onde estava o corpo do empresário, que foi localizado pela Polícia Civil no último dia 6 de abril. Segundo a delegada todos mostraram-se frios e indiferentes ao crime.

Fotos: Divulgação / Polícia Civil

Apresentação

Durante a entrevista coletiva Rafael, Thiago e Jeferson dos Santos Souza, 21 anos, que forneceu a arma para a prática do crime, foram mais uma vez apresentados à imprensa. Todos eles confessaram em entrevistas, participação no roubo do carro e morte do empresário.

Também foi apresentada pela delegada, as placas que estavam no carro de Erlon, que foi encontrado em uma funilaria no bairro Caiçara. De acordo com Dr.ª Maria de Lourdes as placas são originais e verdadeiras e foram emitidas por uma empresa terceirizada, que possui credenciamento junto ao DETRAN/MS, para a prestação desse tipo de serviço.

“Como não temos mais prazo, estamos encaminhando o procedimento ao Poder Judiciário e iremos instaurar autos complementares, para apurar quem pediu as placas junto a empresa, quem confeccionou e quem fez a entrega para os acusados”, explica. 

Durante a coletiva a delegada enfatizou que o trabalho contínuo realizado pelos policiais civis da Defurv, com o apoio do Garras (Grupo Armado de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Seqüestros), Acadepol/MS (Academia de Polícia Civil Delegado Júlio César da Fonte Nogueira) e o DIP (Departamento de Inteligência Policial), favoreceram a rápida elucidação do crime.

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