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19 de maio de 2017
Estudo revela que as doenças cardíacas são mais fatais em mulheres
Postado por Jessica Silva
Foto: Thinkstock. Foto: Thinkstock.

Os números comprovam: de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a cada dez mortes por infarto no Brasil, seis são do sexo feminino. É verdade que as doenças cardiovasculares são popularmente tidas como problemas que afetam mais o sexo masculino. De fato, estudos mostram que os homens sofrem mais infarto do miocárdio. Porém, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, o índice de mortalidade por infarto chega a ser 6% superior entre o sexo feminino. Inclusive, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em mulheres no mundo. Todos os anos cerca de 8,5 milhões de mulheres morrem por causa dessas doenças. Entre elas, as principais são o AVC (acidente vascular cerebral), popularmente conhecido como derrame, e o infarto.

No Brasil, uma em cada cinco mulheres adultas está em risco de desenvolver doenças cardiovasculares. As possíveis causas que levam a um maior índice de mortalidade por tais doenças nas mulheres, segundo Magaly Arrais, cirurgiã cardiovascular do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e do HCor (Hospital do Coração), são o estilo de vida moderno, a diferença nos sintomas e a falta de acompanhamento médico. “Hoje em dia, a mulher geralmente acumula vários papéis: trabalha fora, cuida da casa e da família. O ritmo acelerado a expõe ao estresse e favorece hábitos pouco saudáveis, como sedentarismo e má alimentação, que levam ao sobrepeso e à obesidade”, explica a médica. Aliás, a obesidade é um dos fatores de risco mais preocupantes, já que 48% da população feminina brasileira está acima do peso – segundo dados do Ministério da Saúde, o índice de obesidade entre as mulheres cresceu de 11% para 18% desde 2006.

“Quando a mulher fuma e usa pílula anticoncepcional, os riscos cardiovasculares são triplicados”, afirma Magaly. Outro fator importante é o envelhecimento, pois a pressão arterial e o nível de colesterol tendem a aumentar com a idade. “Nas mulheres, a partir dos 45 anos pode começar a ocorrer uma diminuição dos níveis hormonais. Com a chegada da menopausa, a incidência de doenças do coração aumenta”, complementa.

Diferença de sintomas
As mulheres podem apresentar sintomas muito diferentes dos homens. “O sintoma característico do infarto é uma forte dor no peito que irradia para os braços, acompanhada de náuseas e sudorese fria. Comumente, as mulheres apresentam sintomas como dores nas costas, cansaço aos esforços, fraqueza, dores gástricas e falta de ar”, explica Magaly. Segundo Rafael Munerato, cardiologista e diretor médico do Lavoisier Medicina Diagnóstica, os sinais nas mulheres são menos evidentes e podem ser facilmente confundidos com outras doenças, ocasionando uma demora na identificação de um problema cardiovascular. Ou seja: quando a paciente descobre a doença, ela já evoluiu.

Falta de acompanhamento médico
Entre as brasileiras, dados do Ministério da Saúde apontam que mais de 150 mil morreram em 2010 por causa de doenças relacionadas ao coração. “As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no país e correspondem a aproximadamente 30% do total de todas as mortes de mulheres, enquanto o câncer de mama é responsável por 2%”, completa Magaly. É verdade: as mulheres estão alertas sobre o perigo do câncer de mama e não deixam de ir regularmente ao ginecologista, mas não pensam em prevenção das doenças do coração e nem conhecem os fatores de risco. “É importante criar o hábito de visitar anualmente um cardiologista, assim como fazem com o ginecologista”, aconselha.

Fatores de risco cardiovascular
Os fatores de risco cardiovascular são os mesmos para as mulheres e para os homens. Mas, enquanto alguns desses fatores não podem ser controlados, como sexo, idade e histórico familiar, a maioria pode ser evitada com mudanças de comportamento. “Estresse emocional intenso, alimentação irregular, com excesso de sal e gordura, obesidade, tabagismo e sedentarismo são os maiores vilões do coração”, garante o cardiologista Antonio Carlos Till, diretor-médico do Vita Check-Up Center. Quem adota hábitos mais saudáveis, como alimentação adequada e prática regular de exercícios físicos, reduz em 80% o risco de infarto agudo do miocárdio.


Previna-se!
Os especialistas garantem que 80% dos ataques cardíacos e infartos prematuros podem ser evitados. Portanto, atenção para as recomendações abaixo:

  • Observe o histórico familiar.
  • Não fume.
  • Confira a circunferência abdominal: nas mulheres, a medida deve ter, no máximo, 80 cm.
  • Siga uma dieta balanceada, reduzindo o sal e o açúcar.
  • Pratique regularmente exercícios físicos – pelo menos 30 minutos de atividade física diária.
  • Faça uma avaliação anual com o cardiologista, principalmente a partir dos 40 anos.
  • No climatério e após a menopausa, redobre a atenção, pois os índices de infarto aumentam.
  • Consulte periodicamente a ginecologista para uso correto de anticoncepcionais.

 

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