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5 de julho de 2018
Vacina de HPV trata câncer de pele em mulher, diz estudo
Postado por Leni Barbosa

 

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Resultado levanta a possibilidade de que a vacina possa salvar ainda mais vidas do que imaginávamosImagem: iStock

 

Além de prevenir o vírus do papiloma humano, ou HPV, a vacina Gardasil parece também fazer efeito contra um tipo de câncer de pele. A conclusão é de um estudo publicado na terça-feira (3) no periódico JAMA Dermatology. Após tratarem uma mulher com múltiplos carcinomas de células escamosas com a vacina, os cientistas relataram que os tumores da paciente regrediram.

Embora o caso de um único paciente não seja páreo para ensaios controlados, o resultado levanta a possibilidade de que a vacina possa salvar ainda mais vidas do que imaginávamos.

O carcinoma de células escamosas é o segundo tipo mais comum de câncer de pele, atrás apenas do carcinoma basocelular. Embora não seja tão mortal como o melanoma, ainda é responsável por milhares de mortes a cada ano em todo o mundo.

Alguns tipos de HPV são conhecidos por causar cânceres do colo do útero, do ânus, da vagina e da vulva. No entanto, a presença do vírus em muitas células cancerosas escamosas fez com que pesquisadores suspeitassem que alguns cânceres de pele poderiam entrar também nessa lista de doenças causadas pelo HPV.

No estudo publicado no JAMA, Anna Nichols, da Universidade de Miami, resolveu tratar uma de suas pacientes, uma mulher de 97 anos cuja perna tinha tantos tumores que nem uma cirurgia e radioterapia eram considerada segura, com doses de Gardasil. Nichols então injetou duas doses de Gardasil em seu braço, com seis semanas de intervalo, seguidas de injeções em vários tumores, repetidas durante um período de 11 meses.

"Todos os seus tumores desapareceram completamente 11 meses após a primeira injeção e ela não teve recorrência", concluiu a pesquisadora. "Já faz 24 meses desde que começamos o tratamento."

Segundo Nichols, o trabalho levanta a possibilidade de que o Gardasil possa ser usado muito mais amplamente no tratamento, sendo muito menos invasivo do que as opções existentes. Mas estudos maiores ainda são necessários.

UOL

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