Sábado, 24 de Fevereiro de 2018
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3 de fevereiro de 2018
PMA captura capivara em terreno na área central da Capital
E orienta população sobre surgimento de animais em perímetro urbano
Postado por Jessica Silva

 

Foto: Divulgação/PMA

Policiais Militares Ambientais de Campo Grande capturaram ontem  (2) no início da tarde um animal da espécie Hydrochoerus hydrochoeris (capivara) no centro da cidade. Os Policiais foram acionados por um morador, em virtude de o animal ter adentrado em um terreno entre à rua 13 de Junho com a rua Maracaju.


A PMA foi ao local e com uso de puçás efetuou a captura do bicho e o colocou em uma caixa de contenção. A capivara foi encaminhada ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), na Capital.


INFORMAÇÃO E ORIENTAÇÃO À POPULAÇÃO SOBRE CAPTURA DE ANIMAIS


A PMA informa que há mais de 31anos realiza em todo o Estado a captura e contenção de Animais Silvestres. Isto em razão da confiabilidade que a população adquiriu na instituição, desde 1987, quando venceu a “guerra” contra os “coureiros”, que quase extinguiram o jacaré-do-pantanal.


Ocorre que, O animal aparecer nos Centros Urbanos não se trata de crime e nem infração administrativa, porém, a PMA efetua a captura. Acontece que a PMA disponibiliza diariamente apenas uma viatura e uma equipe preparada para realizar esse trabalho, pois o papel constitucional primordial da Unidade é a prevenção. Ou seja, a manutenção dos Policiais em campo para que os crimes e infrações não aconteçam.


De qualquer forma, são pelo menos 20 equipes e 20 viaturas destinadas a esse tipo de captura, que poderia ser efetuada por outros órgãos, especialmente, nos municípios que assumiram a administração das questões ambientais por convênio com o órgão ambiental estadual, pois recebem pelos licenciamentos e precisam arcar com o ônus de fiscalização no perímetro urbano e de outras questões administrativas ambientais, visto que proteção ambiental compete constitucionalmente a todo o poder público e à coletividades.


Dessa forma a PMA disponibiliza apenas uma viatura e uma equipe por Unidade no Estado, pois, se disponibilizasse mais equipes, perder-se-ia muito com prevenção, pois as equipes trabalhando principalmente nas áreas rurais previnem grandes desmatamentos ilegais, tráfico de animais, caça, pesca predatória, entre outros crimes contra a flora e fauna e de poluição, além de realizar a repressão, quando não é possível prevenir, o que também, além das punibilidades penais, administrativas e civis, permitem a recuperação das áreas degradadas, em obrigação determinada por lei ao infrator.


Esse trabalho de prevenção é fundamental, pois em princípio, evita que alguns cometam crimes e infrações e, em outros casos, chega-se e reprime-se, quando ainda grandes danos não foram causados, como um Desamamento de 5 hectares, em que a pessoa desmataria 1.000 hectares. Ou quando se prende o pescador pescando com redes tarrafas, com 5 kg de pescado, quando eles capturariam toneladas, se a fiscalização não chegasse.


Outro exemplo da importância da prevenção é relativo ao tráfico do papagaio, que é o animal mais traficado em Mato Grosso do Sul, sendo esse crime praticado no período reprodutivo entre agosto e dezembro. Os Policiais, fazendo trabalho preventivo em fazendas, prenderam um elemento tirando papagaios dos ninhos para vender para traficantes.

Ele estava com apenas 34 animais, mas a encomenda era de 300. Ou seja, é economia de recursos públicos para o contribuinte, tendo em vista todos os gatos envolvidos até a reintrodução dos animais, bem como importante no equilíbrio ecológico.


Às vezes, a caça de um animal, o tráfico, entre outros crimes, causam comoção, porém, quantos animais morrem, ninhos são destruídos em um desmatamento ilegal de 10 mil hectares, por exemplo? Quanto a fauna diminuirá, pela destruição do habitat, que é maior causa de perda de biodiversidade? Por isso, a prevenção é fundamental.


Além disso, o artigo 225 da Constituição Federal impõe ao poder público e a coletividade a obrigação da proteção ambiental. “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. Portanto, todos os órgãos têm obrigação de tomar providências relativas aos animais e a Polícia deveria continuar fazendo seu papel constitucional de prevenção. Porém, enquanto os órgãos que seriam responsáveis primários não assumirem, a PMA vai continuar a executar esse trabalho.


Ressalta-se então, que a responsabilidade última no caso de captura de animais nos centros urbanos seria da PMA, pois como foi citado, não há crime nem infração no aparecimento de um animal no perímetro urbano. Dessa forma, as prefeituras, especialmente, as que assumiram as funções de gerenciamento das atividades ambientais, em convênio com o órgão ambiental estadual, deveriam estar preparadas para a realização desse trabalho.

Até porque elas licenciam todas as atividades de impacto ambiental local e recebem pecúnia por vários tipos de licenças. Então, se recebem o bônus, precisam assumir o ônus de fiscalizar e cuidar de todas as questões, como assumiram legalmente estar preparadas no convênio realizado com o órgão Estadual.


A PMA informa que vai continuar realizando a captura de animais, porém, não sacrificará a prevenção e continuará disponibilizando diariamente uma equipe e uma viatura em suas Subunidades para esse trabalho, como há mais de 31 anos faz.

Uma equipe é suficiente, pois em mais de 90% dos casos são pequenas aves, que a própria população já acondicionou adequadamente. Além disso, alguns animais apenas saem das grandes reservas florestais, Parques e Unidades de Conservação existentes na Capital, por exemplo, dentro da área urbana e não é o caso nem de efetuar a captura, pois o animal voltará para o seu habitat. A maioria da população de Campo Grande é acostumada a conviver com essa fauna sinantrópica sem grandes problemas.


Além disso, são várias denúncias no campo, em que se deslocam várias viaturas para atendê-las, além do trabalho preventivo que é realizado e, dessa forma, não há como deixar mais viaturas esperando se aparecerá um animal silvestre para capturá-lo e deixar de evitar grandes crimes e infrações ambientais.


A PMA orienta à população para que continue acionando a Unidade. Porém, em razão da grande quantidade de ocorrência, pede um pouco de paciência e compreensão, especialmente, se o animal estiver contido, pois às vezes, pode demorar um pouco, pois a equipe elege as prioridades, em conformidade com cada caso.

Além do mais, algumas capturas podem demorar horas, como no caso de uma capivara em local com grande área aberta. Orienta ainda, para que não se aproxime e nem deixe crianças se aproximarem especialmente dos animais que ofereçam riscos, como os grandes mamíferos e animais peçonhentos, pois, ao sentirem-se acuados podem atacar, no intuito de defesa.

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